Audiência pública sobre humanização da assistência ao parto é acompanhada pelo Crefito5

partohumanizado

O Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 5ª Região, preocupado com o bem estar da população, acompanha assuntos da esfera pública que dizem respeito, não só aos fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais, mas à sociedade como um todo.

No dia 21 de agosto, a vice-presidente do Conselho, Sonia Manacero, juntamente com representantes de órgãos públicos, associações civis, estabelecimentos de saúde, conselhos, universidades e movimentos sociais organizados, entre outros, estiveram presentes no auditório do Memorial do Ministério Público, na Praça da Matriz, para participar da audiência pública conjunta entre os Ministérios Públicos Estadual e Federal, que teve por objetivo debater a humanização da assistência ao parto e identificar formas de prevenção da violência obstétrica.

O encontro, que contou com a participação do Coordenador do Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos, Mauro Souza, também serviu para instruir inquérito civil que trata da humanização da assistência ao parto nos municípios da área de atuação da Procuradoria da República no Rio Grande do Sul.

Conforme Mauro Souza, dados demonstram a importância da discussão acerca do tema: enquanto a Organização Mundial da Saúde recomenda que 15% dos partos sejam realizados de forma cirúrgica, no Brasil o índice de cesarianas fica em torno de 41%.

Sérgio Martins-Costa, chefe da área de obstetrícia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, trouxe dados de pesquisas internacionais em países tidos como referência. Um dos principais é de que, até 2000, no Brasil, verificou-se uma relação direta entre o aumento do percentual de cesarianas e a queda da taxa de mortalidade nos partos. No entanto, de lá para cá, embora o percentual de cesarianas siga aumentando, a taxa de mortalidade se manteve, o que significa, segundo Costa, que a partir de um certo percentual o aumento das intervenções cirúrgicas não favorece a redução da mortalidade materna.

Para Maria Helena Bastos, consultora em Saúde da Mulher do Ministério da Saúde e pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública/Fiocruz, “é fundamental que se faça uma releitura da medicina, da obstetrícia e da saúde da mulher”. Ela ressaltou a necessidade de capacitação dos profissionais, elaboração de diretrizes clínicas e implementação de estratégias para melhoria da qualidade do atendimento às parturientes como algumas medidas de combate à violência obstétrica.

Fonte: Ministério Público RS