21 de setembro – Dia Mundial da Doença de Alzheimer

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A Doença de Alzheimer não é mais tão desconhecida e nem tão incomum nos dias de hoje. Muitas famílias recebem esse diagnóstico ou simplesmente convivem com os sinais e sintomas sem mesmo saber o motivo de tanta mudança na vida de seu familiar.

Familiares cuidadores se deparam com mudanças de comportamento, alterações de humor, modificações na rotina diária e mais significativamente com o esquecimento, a perda da memória de seu ente querido.

Muitas destas alterações são difíceis de compreender e de tratar de forma isolada. A importância precoce de uma avaliação ampla com exames de laboratório, de imagens e testes cognitivos e comportamentais, é de grande valia para que se excluam outras doenças e se estabeleça o tratamento adequado.

A Terapia Ocupacional faz parte desta equipe de profissionais muito presente na vida desses sujeitos. Pacientes são encaminhados com o intuito de uma melhor reorganização em seu cotidiano agora totalmente alterado. As queixas dos cuidadores familiares se tornam nosso principal “referencial teórico”, pois ali encontramos as angustias, os medos, os receios e as dúvidas sobre qual seria o manejo mais adequado e mais digno.

A Terapia Ocupacional vai além de técnicas de reabilitação cognitiva e funcional. Nestes casos, envolve, em seu processo de intervenção, todas as pessoas ligadas direta ou indiretamente na vida destes sujeitos.

O esclarecimento sobre as questões cognitivas e comportamentais é uma prioridade para que familiares cuidadores percebam que foge de suas possibilidades reverter a atual situação e que de agora em diante a compreensão, a paciência e o amor são as principais indicações terapêuticas.

Olhar o paciente pela visão ampla de sua história de vida e fazer com que o mesmo se sinta acolhido e protegido diante de tanta fragilidade cognitiva. O terapeuta ocupacional agora se coloca diante do cotidiano modificado, fazendo com que a rotina diária se transforme numa constante busca pela manutenção da autonomia e independência, porém com vigilância e proteção.

Deixar o paciente exercer as suas ações de forma segura e com orientação diária, fazer com que ele se sinta presente, vivo e participativo dentro de suas limitações se torna imprescindível.

Compreender seus esquecimentos, se tornar através de atividades significativas e prazerosas a “memória” destes sujeitos, criar estratégias de convivência e ser facilitadores na vida cotidiana esse é o foco do Terapeuta Ocupacional diante do paciente e do familiar cuidador.

Kayla Ximenes Palma
Terapeuta ocupacional