Bate Papo com o Crefito5 discute segurança pública

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Aconteceu ontem (10), o Bate Papo com o Crefito5 no Boteco Dona Neusa. O tema do evento foi a Segurança Pública e o convidado para falar sobre o assunto foi o coronel reservista da Brigada Militar, Beresford.

Para começar, o coronel deu aos convidados um panorama geral de como está a questão da segurança pública no Brasil e em Porto Alegre. Beresford ressaltou que hoje, a capital gaúcha é uma das mais violentas do Brasil, passando inclusive São Paulo e o Rio de Janeiro.

Uma das falhas na segurança, segundo ele, deve-se a falta de valores. “Vivemos em um estado democrático de direito. Para mim, deveríamos viver em um estado democrático de direitos e deveres. Abrimos mão de muitos valores nos últimos tempos. Hoje, é comum ouvir relatos de professores que são agredidos por alunos dentro da sala de aula.”

Outra crítica feita foi a forma como o estado atua quanto à educação. “O estado não age de forma libertadora, não investe em uma educação que faça pensar, pelo contrário, ele fomenta a dependência das pessoas dando benefícios que não motivam o cidadão a buscar melhorar a qualidade de vida”, afirmou.

Ao ser questionado sobre a solução para a onda de insegurança, Beresford afirmou que, na sua visão, existe um caminho longo a ser percorrido. “A solução para a segurança pública seria fazer valer o pacto federativo, onde cada governo cumpre o seu papel no âmbito que lhe compete, municipal, estadual e federal”, afirmou.

Para finalizar, Beresford ressaltou a responsabilidade de cada um de nós nessa questão, afirmando que não é apenas um problema de segurança, e sim um colapso da sociedade que precisa da atuação de todos para ser superado. “Cada um de nós tem que exercer o seu papel social dentro da sua realidade, do seu círculo. Precisamos de discussões com conteúdo sobre assuntos como a educação, a segurança, a saúde… Não bastam só investimentos massivos em uma área, a engrenagem tem que funcionar junta.”

Para a fisioterapeuta Daiane, participante do evento, relatou que gostou do evento e que achou uma ótima oportunidade de refletir sobre assuntos que geralmente não paramos para pensar no dia a dia. “Foi muito interessante ouvir outras opiniões e poder conhecer uma visão técnica do assunto”, afirmou.

Para a terapeuta ocupacional Gisele Schmitt, a discussão foi uma oportunidade de pensar no seu papel. “Foi importante para fazer pensar na minha responsabilidade e no que eu posso fazer para mudar essa situação, mudando pequenas atitudes”.

Já para Vera Leonardi, terapeuta ocupacional, é preciso provocar essa reflexão nas pessoas, fazê-las pensar nesses assuntos e não apenas viver deixando as coisas acontecerem sem ter participação ativa ou, pelo menos, discutir o assunto.