Conselhos da saúde se reúnem para discutir estratégias em defesa da qualidade de assistência à saúde

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Os conselhos da área da saúde se reuniram na manhã de hoje (19) para discutir estratégias de ação em defesa dos interesses das profissões e da sociedade como um todo. Estiveram presentes representantes dos conselhos de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, Farmácia, Educação Física, Biomedicina, Nutrição, Odontologia, Enfermagem e Psicologia.

Neste primeiro encontro foi analisado o impacto do PLS 350/2014, também conhecido como Novo Ato Médico, para cada uma das profissões da área da saúde.

Segundo o presidente do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 5ª Região – Crefito5, Fernando Prati, o Projeto de Lei que tramita no Senado é vago no que diz respeito as atividades privativas de médicos, podendo causar diferentes interpretações e desconforto entre as profissões. “O projeto é uma ameaça à autonomia das profissões que atuam na área da saúde. Precisamos mostrar aos senadores e deputados os riscos de um projeto como esse para a sociedade”, afirmou.

De um modo geral, os participantes entendem que o Projeto de Lei provocará um problema geral de saúde, a partir do momento em que ratifica a hierarquia histórica dos médicos sobre os outros profissionais da área da saúde e ameaça a valorização e a autonomia de mais de 300 mil profissionais só no Rio Grande do Sul.

A proposta é que as entidades representativas se unam para debater com os parlamentares de forma mais sólida politicamente, a fim de colocar o ponto de vista das áreas da saúde preocupadas com atos de monopólio. Para isso, foi proposta a criação de uma frente multiprofissional que atuará em defesa da saúde, composta por membros de cada uma das áreas interessadas, que buscará melhor assistência dos serviços de saúde para a sociedade.

Além disso, os Conselhos se comprometeram a elaborar um documento manifestando o posicionamento contra o Projeto e entregá-lo aos representantes gaúchos no Senado a fim de buscar apoio para a não aprovação.