Crefito5 dá boas vindas aos novos profissionais

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O Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 5ª Região acolheu no dia 9 de abril, sábado, os fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais recém-formados. O evento aconteceu no auditório da Fundatec e contou com a participação e organização da Comissão do Jovem Profissional, composta pela terapeuta ocupacional Ana Adorian e pelo fisioterapeuta Tarciso Santos.

“Nosso objetivo é aproximar vocês, profissionais, do Conselho. É importante que vocês saibam que estamos trabalhando para melhorar as condições de trabalho dos fisioterapeutas e dos terapeutas ocupacionais e possam ajudar a divulgar e contribuir”, afirmou o presidente do Crefito5, Fernando Prati, na abertura do evento.

A primeira palestra abordou o tema marketing pessoal e teve como objetivo principal dar algumas dicas para que os profissionais se preparem para o mercado de trabalho. O professor José Eduardo, falou sobre a importância do autoconhecimento na caminhada profissional. “É preciso que o profissional conheça suas forças e fraquezas para visualizar as oportunidades e as ameaças que aparecem pelo caminho”, completou o professor.

Após, foram apresentados para os participantes os meios de comunicação do Crefito5, onde e como o Conselho está inserido nas mídias, eventos promovidos para os profissionais e campanhas institucionais.

O tema da palestra do presidente do Crefito5, Fernando Prati, foi a autonomia profissional. Após um breve resgate histórico e apresentação da legislação, o presidente convocou os profissionais a se apoderarem de suas competências e praticá-las diariamente. “Precisamos ter em mente que os fisioterapeutas e os terapeutas ocupacionais são profissionais de primeira abordagem. O nosso paciente não precisa passar por nenhum outro profissional antes de vir ao nosso consultório ou clínica”, afirmou. Outro aspecto abordado foi o orgulho de ser fisioterapeuta ou terapeuta ocupacional: “Precisamos nos orgulhar das nossas profissões. Divulgue o seu trabalho como fisioterapeuta e não como acupunturista ou osteopata ou qualquer outra denominação. Lembre-se que antes de qualquer coisa, você é fisioterapeuta”, encerrou Prati.

Após a palestra, foi feita a entrega do registro definitivo para a terapeuta ocupacional Elaine Porciúncula e para a  fisioterapeuta Silvana Tomm.

Na palestra que dá nome ao evento, “Me formei. E agora?”, ministrada pelas colaboradoras do Crefito5 Silvana Halmenschlager e Larissa Nichele, os profissionais tiveram oportunidade de saber mais sobre anuidades e outras obrigações que têm perante o Conselho, como fazer registro de clínicas e consultórios, em que casos é preciso dar baixa na inscrição e  como proceder no caso de alterações de endereço ou outros dados cadastrais. Também foi apresentado o Departamento de Fiscalização, responsável por verificar se os profissionais gaúchos estão agindo de acordo com as resoluções determinadas pelo Coffito, as principais infrações encontradas e como evitá-las e foram alertados sobre o Código de Ética profissional. Depois, foi o momento de tirar todas as dúvidas sobre legislação, publicidade, taxas administrativas, contratos com operadoras de saúde, relações de trabalho, fiscalização, prontuários, áreas de atuação, entre outras.

Para encerrar a manhã, foram convidados dois jovens profissionais que já estão atuando na área, a terapeuta ocupacional Anelise Splett e o fisioterapeuta Alexandre Junges, e um profissional com mais experiência, o fisioterapeuta Nestor Pellini.

Alexandre Junges trouxe um pouco da sua história e falou sobre o projeto que faz parte em Osório, que leva a fisioterapia a pacientes que não podem sair de casa, e de seu trabalho no serviço público no município de Caraá. “Participar deste projeto da Secretaria Municipal da Saúde de Osório e ser responsável por todo serviço de fisioterapia de um município, como em Caraá, traz muita responsabilidade, mas também me trouxe muita experiência profissional. É uma grande oportunidade pra mim que estou no início da jornada”, afirmou.

Já Anelise Splett falou sobre como chegou na Terapia Ocupacional. “Sempre gostei de arte, fui bailarina por muito tempo e quando chegou a época do vestibular, queria fazer alguma coisa relacionada a arte, mas meus pais não viam futuro nessa área. Pesquisando sobre outras profissões, encontrei na terapia ocupacional uma forma de aplicar a arte no trabalho. Aos poucos fui me apaixonando cada vez mais pela profissão”, contou.

O fisioterapeuta Nestor Pellini, compartilhou sua trajetória na profissão, contando como deixou de lado a engenharia para exercer sua vocação, descoberta ao presenciar um professor de fisioterapia atendendo uma criança. “Quando que vi o professor Valentim com uma criança, dando atenção, com cuidado, conversando, nasceu em mim uma vocação. Decidi naquele momento que iria seguir na fisioterapia”. Pellini também falou para os presentes sobre o orgulho que tem de ser fisioterapeuta: “Fiz parte da primeira turma de Fisioterapia do IPA. Estou nessa caminhada há muitos anos. Já passaram pelas minhas mãos mais de 5 mil pacientes, já fiz mais de 40 mil atendimentos. É importante lembrarmos sempre que a qualificação é importante sim, mas não podemos esquecer que nós somos o remédio, nossas mãos, nosso toque, nossa presença, nosso olhar sobre o paciente”, encerrou.

Os profissionais participantes do evento receberam um cartão de boas vindas com os seguintes dizeres: “Desejamos que a sua carreira profissional seja repleta de sucesso e realizações. Conte sempre com o Crefito5 na sua trajetória”.