Crefito5 manifesta preocupação quanto à redução de horas da classe médica em Santa Maria

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A Secretaria Municipal de Saúde de Santa Maria está propondo, através de um projeto de lei, reduzir pela metade a jornada de trabalho dos médicos, de 40 para 20 horas, mantendo os salários atuais, para garantir a permanência deles no posto de saúde.

É claro que a proposta não agradou os servidores de outras áreas da saúde. No dia sete de junho, cerca de 80% dos servidores municipais fizeram paralisação dos serviços.

O Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 5ª Região enviou para a Secretaria Municipal de Saúde de Santa Maria, manifestando sua preocupação quanto à referida proposta e afirmou que os gestores não podem se entregar aos apelos corporativistas sob pena de ser responsabilizado no futuro pela desassistência a ser causada.

Clique aqui para ver a íntegra do ofício enviado para a Secretaria Municipal de Saúde de Santa Maria.

O prefeito da cidade, Cezar Schirmer, anunciou que, a partir de 1º de julho, todos os funcionários concursados do município terão de registrar a entrada e a saída no trabalho por meio do ponto eletrônico. Segundo Schirmer, “o projeto foi apresentado como uma consequência da implantação do sistema biométrico de controle do ponto digital, que é exigência do MP e TCE”.

Em declaração para o jornal Diário de Santa Maria, o presidente do Sindicato dos Municipários, Renato Costa, falou sobre a proposta. “Estão afrontando os servidores com um projeto inconstitucional e segregador. Não vamos permitir que a carga horária de meia dúzia seja reduzida e, em contrapartida, tenhamos tantos outros colegas tendo de suprir com a ausência de uma categoria”, afirmou.

Para o presidente do Crefito5, muitos municípios encontram problemas com profissionais descumpridores do horário de trabalho e essa medida dificilmente resolverá o problema. “Estão propondo tratamento diferenciado a uma determinada categoria, sem falar no comprometimento aos serviços prestados à população”, encerrou.