Crefito5 participa de evento sobre perspectivas e desafios dos serviços de Fisioterapia e Terapia Ocupacional

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O presidente do Crefito5, Fernando Prati, participou no dia 6 de maio, do seminário Perspectivas e Desafios para as Clínicas de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, promovido em parceria com a Associação dos Proprietários de Clínicas e Serviços de Fisioterapia e Terapia Ocupacional do RS (Assofisio) e o Departamento de Fisioterapia do Sistema Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Saúde do Rio Grande do Sul (Fehosul).

O evento, realizado no auditório do IAHCS/Fasaúde, contou com palestras e uma mesa redonda ao final. Assuntos pertinentes à administração de estabelecimentos de fisioterapia e de terapia ocupacional foram o tema central da reunião.

Segundo o presidente da Assofisio, Jorge Nienow, existem informações importantes na condução do negócio que precisam de atenção. “Precisamos saber de forma muito bem clara as regras e os princípios que norteiam a fisioterapia, que é parte da engrenagem do setor saúde”, completou.

Durante a palestra, o presidente do Crefito5, Fernando Prati, abordou o Referencial Nacional de Procedimentos. Independente de qual seja a relação estabelecida em um contrato, “na medida em que o contratante coloca na mesa as regras às quais quer trabalhar, nós também temos que fazer o mesmo. E o que nos dá a margem de início de uma negociação é o referencial nacional de procedimento”.

Prati lembrou que, desde o final de 2015, há muita dificuldade em sentar à mesa dos compradores dos serviços para negociar. “Contrato é diferente de imposição. É uma relação em que, em determinado momento, as duas partes estão satisfeitas. Isso deve continuar até o final do contrato. Se eu assinei, me dei por satisfeito, as regras foram colocadas à mesa e eu acatei. E se não coloquei as minhas condições e concordei com tudo, estou satisfeito com isso”, alertou.

Flávio Borges, diretor executivo da Fehosul, falou sobre a Lei 13.003/14. “O prazo dos ajustes dos contratos terminou em dezembro de 2015. Se vocês não têm contratos, estão ilegais e não têm direito a nada que a Lei diz. E o prazo já terminou”, alertou. “O que aconteceu? As grandes operadoras não ofereceram minutas de contrato para ninguém, e no início de dezembro ofereceram minutas com índices de reajustes da sua própria vontade, obedecendo a lei, mas com a preponderância da vontade unilateral”, explicou.

A presidente da Federação Nacional de Associações Prestadoras de Serviços de Fisioterapia (Fenafisio), Marlene Vieira, abordou o tema Orientações aos Fisioterapeutas sobre Assinatura de Contratos com Operadoras. Ela explicou que a Fenafisio surgiu quando “começamos a perceber que estávamos há 20 anos parados, recebendo por valores iguais, com uma tabela referencial que era da medicina, não da nossa categoria. Quando percebemos que a questão econômica passava por várias barreiras, inclusive sermos aceitos em um plano de saúde, começamos a correr atrás e nos organizar”.

Na apresentação de Alessandra Lima, fisioterapeuta e presidente da rede EKO Grupo de Saúde, os participantes conheceram Ferramentas de Gestão de Clínicas de Fisioterapia. “É sempre tempo para se organizar como negócio, e é preciso ter métricas”, enalteceu.