Crefito5 promove palestra sobre Stress na Infância e divulga gibi

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O Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 5ª Região, Gestão Aproximar, vem buscando, constantemente, formas de estreitar relações com os diversos públicos que atinge.

Dessa vez, relançamos o gibi que conta a história do Super Fisioterapeuta e da Super Terapeuta Ocupacional. Direcionado para o público infantil, os heróis lutam contra vilões como a Dor, a Lesão, a Depressão e a Contratura.

O objetivo dessa ação é conscientizar as próximas gerações de algumas doenças que a cercam e do trabalho desenvolvido pelos profissionais, além de promover a valorização de fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais.

“A ideia é mostrar para as crianças em que tipo de situações elas podem procurar a ajuda dos fisioterapeutas e dos terapeutas ocupacionais de uma forma lúdica para que, no futuro, eles tenham essa informação gravada na lembrança. Faz parte da busca por uma mudança de cultura da sociedade”, afirmou o presidente do Crefito5, Fernando Prati.

O evento de lançamento contou também com a palestra “Stress na Infância”, mediada pela terapeuta ocupacional, psicanalista e diretora da escola Centro Integrado de Desenvolvimento, Cheila Schröer. Foram convidados para o evento, professores, coordenadores, pedagogos, orientadores e diretores de escolas públicas (municipais e estaduais) e escolas particulares de Porto Alegre.

A iniciativa pretende aproximar o Crefito5 das escolas e ajudar profissionais a lidar com questões de relacionamento entre alunos. A terapeuta ocupacional iniciou a palestra questionando quais são os vilões que cercam as crianças hoje em dia. “São vilões que vão além de  Baleia Azul e 13 Razões ( em referência ao seriado da Netflix, que trata de um suicídio e virou febre entre os adolescentes). A culpa não é desse jogo, por trás disso existe um mau muito grande, tem uma doença, uma depressão”, explicou .

Além disso, a escola e os pais precisam estar atentos aos sinais que as crianças passam. “Uma dor em algum lugar específico que surge em determinado horário, stress, irritabilidade, cansaço, perda de apetite. Essa é a forma deles de pedir ajuda”, comenta Cheila.

Neusa Rocha, coordenadora cultural da EMEF Dolores Alcaraz Caldas, falou da importância de um evento como esse. “Pela localização da escola, ficamos na Zona Sul, a maioria dos projetos não chegam até nós. Eu trabalho com crianças de 4 a adultos de 70 anos. Então discutir essas questões relacionais é muito importante. Não só para os pequenos, quanto para nós. Porque o stress também nos acomete e muitos professores acabam não sabendo como lidar com isso”, conta.

Cheila finalizou a palestra com uma reflexão. “O mau do nosso tempo é ter medo de dizer não. Não dizer não é muito pior, porque quando nossas crianças vão para o mundo isso é o que elas mais vão ouvir”.

Os representantes das escolas levaram exemplares do gibi e o desejo de fechar uma parceria com o Crefito5. Neusa manifestou a sua vontade e o Crefito5 estuda como viabilizar esse encontro. “Eu quero que o Crefito venha para a nossa escola. É muito importante isso que eles estão passando para nós e é fundamental que as crianças aprendam a quem pedir ajuda”.

Sobre o gibi do Crefito5

A estratégia foi utilizar uma linguagem acessível combinada com a figura dos super-heróis para solucionar problemas do cotidiano como uma queda, uma contratura, dores de cabeça e até a depressão.Os desenhos do Gibi foram feitos pelos cartunistas gaúchos Jerri Costa e Taise Teixeira em conjunto com a Assessoria de Comunicação do Conselho.

Confira a lista das instituições que participaram do evento:

-Escola La Salle Dores

-EMEF Nossa Senhora de Fátima

-EMEF de Surdos Bilingue Salomão Watnick

-Colégio Anchieta

-EMEF Leocádia Felizardo Prestes

-EMEF Lidovino Fanton

-EEEF Baependi

-EMEF Vereador Martim Aranha

-EMEF Dolores Alcaraz Caldas

-EMEF Grande Oriente do RS

-EEEF Rio de Janeiro

-Centro de Reabilitação de Porto Alegre- CEREPAL

-Secretaria Municipal de Educação-SMED