Crefito5 vai à Santa Maria e se reúne com secretária de Saúde e profissionais da rede

SM6

O presidente do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional do Crefito5, Fernando Prati, juntamente com a diretora secretária, Mônica Thomé, e a conselheira Saionara Wadi, estiveram em Santa Maria no dia oito de julho para uma roda de conversa com a secretária de Saúde do município, Vania Olivo, a secretária de Desenvolvimento Social, Margarida Mayer, profissionais que integram a rede municipal de saúde e professores da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Universidade Luterana do Brasil (ULBRA), Centro Universitário Franciscano (UNIFRA) e a Associação dos Fisioterapeutas de Santa Maria e Região (AFISM).

A roda de conversa teve como tema central a “Autonomia profissional na Fisioterapia e na Terapia Ocupacional – fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais como profissionais de primeira abordagem”.

O presidente do Conselho iniciou o encontro falando sobre a autonomia profissional e a importância dos fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais ocuparem seu lugar na atenção básica de saúde. “Quando estamos inseridos na atenção básica, recebendo os pacientes, fazendo a triagem e a avaliação, podemos reduzir de 30 a 40 por cento o número de cirurgias e o uso de medicamentos. Nossa colaboração pode ser muito maior do que o gestor imagina”, afirmou Prati.

Segundo a secretária de Saúde, mais de 600 consultas para traumatologia estão paradas. “São casos em que em uma consulta o fisioterapeuta poderia avaliar e, em alguns casos, resolver no primeiro atendimento, sem a necessidade de ficar na fila de espera por um médico”, afirmou.  Vania falou ainda sobre a importância de estabelecer políticas de assistência da fisioterapia e da terapia ocupacional na rede pública a partir da atenção básica e primária da saúde e, para ajudar na estabelecer essas políticas, foi criado um grupo de trabalho que se reunirá para definir as diretrizes a serem adotadas no município.

“O trabalho que está sendo desenvolvido em Santa Maria é um exemplo para outros municípios do Estado. O Conselho se coloca à disposição para fazer a intermediação entre os profissionais e os gestores que se interessem em seguir essa iniciativa e estabelecer políticas de assistência”, finalizou o presidente do Crefito5, Fernando Prati.