Criolipólise – cuidados para aplicação da técnica

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Recentemente, a criolipólise, procedimento que promete diminuir a gordura localizada em até 25%, ganhou destaque por ter sido o método escolhido pela modelo Juju Salimeni para reduzir as medidas da cintura. As fotos divulgadas foram muito criticadas nas redes sociais e algumas pessoas chegaram a acusar a modelo de manipulação de imagens.

A Criolipólise funciona através do resfriamento, danificando as células de gordura, que são mais sensíveis ao frio. As células danificadas são conduzidas ao fígado e eliminadas através da urina. O aparelho aspira e fica acoplado à pele. Para evitar queimaduras decorrentes do frio, uma manta protetora deve ser utilizada. O procedimento pode ser realizado nas coxas, culotes, barriga, flancos e costas.

Após a divulgação das fotos da modelo Juju Salimeni, o procedimento ganhou fãs e já está sendo chamado de “a nova lipoaspiração”, com a diferença de que a criolipólise não é um procedimento cirúrgico.

No entanto, é preciso tomar cuidado na hora de realizar procedimentos como esse. Apesar de não ser invasiva, a criolipólise é um procedimento que exige cuidados antes e depois de sua realização a fim de evitar dores, lesões e outras complicações. Antes de tudo, é preciso se certificar de que o profissional que realizará o procedimento é fisioterapeuta, preferencialmente especializado ou especialista em fisioterapia dermatofuncional e devidamente registrado no Conselho.

Além disso é importante uma criteriosa  avaliação pelo profissional capacitado, pois a aplicação e indicação da técnica varia conforme o tipo, local e espessura da gordura. Dependendo dessa avaliação ela deve ou não ser indicada, evitando assim resultados insatisfatórios e preservando a saúde do paciente

A fim de esclarecer possíveis dúvidas, a câmara técnica de fisioterapia dermatofuncional do Crefito5 divulgou um parecer sobre a técnica a fim de esclarecer aos fisioterapeutas aspectos importantes sobre a aplicação da criolipólise.

Confira abaixo as principais informações do parecer:

Sugerimos que a técnica de Criolipólise seja considerada uma fonte  de terapia através do frio, gerada pela emissão do resfriamento tecidual em nível  adipocitário, classificada como um recurso termoterapêutico próprio do fisioterapeuta.

Para o procedimento citado, é necessário que o fisioterapeuta observe os seguintes critérios:

I. Utilizar, exclusivamente, equipamentos com cadastro ou registro pela ANVISA e manter em seu poder tais documentos comprobatórios para fins de fiscalização do CREFITO de sua circunscrição;

II. Prestar assistência a no máximo um cliente/paciente/usuário por vez, nunca se ausentando, em qualquer de sua etapa, do local onde o procedimento é realizado.

III. Informar ao cliente/paciente/usuário sobre a técnica e seu grau de risco, colhendo dele a assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido;

IV. Manter registro em prontuário de todas as etapas do tratamento.

V. Aplicar os princípios da biossegurança;

VI. Aplicar a técnica em ambiente próprio que garanta o máximo de higiene e segurança estabelecidos em normas da ANVISA ou outras em vigor.

Clique aqui para ler o parecer na íntegra.