Debate discute assédio no ambiente de trabalho

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O Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 5ª Região e a Comissão Especial do Jovem Advogado da OAB promoveram na noite de ontem (13) o debate “Assédio no ambiente de trabalho”. O evento aconteceu no Boteco Dona Neusa, no bairro Cidade Baixa de Porto Alegre e contou com a presença de fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e advogados.

Na abertura do evento, o presidente do Crefito5, Fernando Prati, agradeceu a presença de todos e parabenizou a organização do evento pela parceria entre as duas instituições. Além disso, lembrou que no dia 13 de outubro é comemorado o Dia do Fisioterapeuta e do Terapeuta Ocupacional e parabenizou os colegas presentes.

Para falar sobre o assunto foram convidados: a juíza do trabalho Dra. Anita Job Lubbe; a coordenadora geral do Departamento de Fiscalização do Crefito5, Dra. Simone Campani, e o assessor jurídico do Crefito5, Dr. Flávio Torres.

A juíza do trabalho, Dra. Anita Job Lubbe iniciou o debate falando sobre os diversos tipos de assédio que podem existir dentro do ambiente de trabalho, dentre eles o assédio moral e o assédio sexual. Falou ainda da contrariedade entre as leis existentes no código civil e na CLT por exemplo, e da dificuldade de provar o ato na hora do julgamento.

Para trazer o assunto para a realidade de fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais, a coordenadora do Departamento de fiscalização do Crefito5, Simone Campani, falou sobre o acolhimento de denúncias de assédio no Conselho e sobre a instituição do processo ético. Simone falou também sobre a dificuldade em se verificar a veracidade dos fatos ocorridos em função da falta de provas.

Complementando a questão das provas, o assessor jurídico do Crefito5, Flávio Torres, ressaltou que as provas surgem diante de uma conversa com os envolvidos e que é preciso muita sensibilidade para conseguir distinguir o que é verdade e o que não é. Flávio falou ainda sobre a hiper sensibilidade das pessoas atualmente. “A fisioterapia e a terapia ocupacional são profissões que trabalham com o toque. É difícil para o paciente distinguir até que ponto aquele determinado toque foi profissional ou abuso”, explicou.