Diretrizes curriculares nacionais da fisioterapia são discutidas durante fórum em Porto Alegre com o apoio do Crefito5

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O Fórum Estadual para Análise e Reformulação das Diretrizes Curriculares Nacionais dos Cursos de Graduação em Fisioterapia reuniu em Porto Alegre nos dias 3 e 4 de junho, mais de 80 profissionais, docentes e discentes que discutiram o assunto a fim de apresentar uma proposta para contribuir com o material que está sendo elaborado e será encaminhado para o Conselho Nacional de Educação.

Esta reformulação busca entender a diversidade do Brasil e as necessidades em cada um dos 27 estados da Federação. O evento, organizado pela Abenfisio e pelo Crefito5, é o quinto Fórum já realizado. “É um momento muito importante para a Fisioterapia. Precisamos discutir as antigas diretrizes, pois a profissão cresceu bastante e muitas coisas não são contempladas. Estamos tendo a oportunidade de construir juntos um produto forte para propor diretrizes que atendam as novas necessidades do mercado”, afirmou a vice coordenadora da Abenfisio nacional, Mara Nasrala.

Para iniciar o trabalho, Hedioneia Pivetta, membro da Comissão de Análise e Proposta de Reformulação da Diretrizes Curriculares Nacionais da Fisioterapia do Coffito, apresentou o painel problematizador com o tema “Reflexões necessárias para construir e compartilhar conhecimento e formação”, onde mostrou a situação atual das Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) e orientou os presentes quanto ao perfil buscado nas discussões. “Buscamos um perfil de profissional baseado em competências que determinam as condições do profissional para suprir as necessidades da população. Essas competências são baseadas não só nos conhecimentos, habilidades e atitudes que o profissional deve ter, mas também nos saberes, nos afetos, na ética, na responsabilidade social e política, na cidadania e na estética”, esclareceu.

As DCNs atuais foram instituídas em 2002. Segundo o membro da coordenação estadual da Abenfisio RS, Mauro Félix, após 14 anos, o cenário mudou e é preciso mudar o perfil do profissional. “A sociedade mudou, o contexto da saúde mudou, estamos buscando essa reavaliação para melhor nortear a diretrizes para a formação dos futuros fisioterapeutas”.

Os participantes foram divididos em quatro grupos para analisar as Diretrizes atuais e receberam uma matriz em branco onde deveriam propor as dimensões em que o profissional deve atuar, os domínios de cada dimensão, para então definir as competências baseadas em conhecimentos, habilidades e atitudes.

Segundo o fisioterapeuta Luis Fernando Alvarenga, membro da Comissão de Educação do Crefito5, o objetivo é reduzir a possibilidade de confusões e discussões sobre alguns aspectos das DCNs. “Estamos analisando as diretrizes antigas sob diversas óticas, pois queremos construir diretrizes mais organizadas, contextualizadas e claras para que o processo produza impacto positivo daqui pra frente na formação dos fisioterapeutas.”

Após as oficinas, o grande grupo voltou a se reunir para apresentar o trabalho realizado durante o Fórum e dar suas sugestões e contribuições para o documento que será proposto pela Abenfisio RS e enviado para o fórum nacional que está previsto para ser realizado em setembro. Após o fórum nacional será enviada uma minuta para o Conselho Nacional de Educação.

Hedioneia Pivetta comentou sobre o produto elaborado pelo Rio Grande do Sul durante o Fórum. “Estou muito feliz com a participação dos docentes nessa discussão. Construímos um trabalho muito promissor com uma equipe eficiente que seguiu a essência proposta que consta no termo de referência. A concepção das oficinas foi idealizada na lógica da produção de saberes que contribuam para os elementos como substrato para compor as Diretrizes Curriculares Nacionais”.

O fisioterapeuta e professor do curso de Fisioterapia da Feevale, Éverton Massaia, avaliou o evento positivamente. “As discussões foram fundamentais. Saio daqui com um crescimento pessoal e um conhecimento profundo das Diretrizes Curriculares Nacionais. O processo de trabalho utilizando os grupos reduzidos foi ótimo”.

Além dos profissionais e dos professores, alguns estudantes também participaram do evento. Cid Gomes, acadêmico da Universidade Federal de Santa Maria, afirmou que o estudante tem papel protagonista neste processo e que no próximo congresso nacional da União dos Estudantes a pauta será a mudança nas universidades e o currículo.