Fisioterapeutas comemoram Simples Nacional

Eduardo

Os fisioterapeutas, através do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Coffito), acompanharam de perto todo o trâmite de aprovação e sanção da Lei Complementar nº 147/2014 em Brasília. Em negociação junto ao Ministério da Micro e Pequena Empresa, justificaram e sensibilizaram a instituição sobre a importância da fisioterapia enquanto prevenção e reabilitação da saúde populacional e, dessa forma, obtiveram uma importante conquista: uma faixa de alíquota (Tabela III) que começa em 6% (receita bruta anual de até 180.000,00) e termina em 17,42% (de 3.420.000,01 a 3.600.000,00).

O diretor geral do Instituto Golden Pilates e Fisioterapia, Eduardo Freitas da Rosa, está rindo à toa com a possibilidade de aderir ao Supersimples. Para ele, é uma legislação que viabiliza a carga tributária e, por conta disso, encoraja a abertura e a formalização das micro e pequenas empresas do setor. “Vamos pagar menos impostos e, consequentemente, poderemos remunerar melhor nossos funcionários, bem como contratá-los. Isso sem falar na facilidade para o pagamento dos tributos, já que a legislação unifica quatro impostos em um único boleto”, exemplifica o fisioterapeuta.

A empresa, localizada no centro de Porto Alegre, conta com 11 colaboradores, entre sócios, funcionários e estagiários, em apenas cinco anos de fundação. “Com o Simples, vou praticamente dobrar meu lucro”, comemora Freitas da Rosa, que também é conselheiro do Crefito-5 — Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 5ª Região Jurisdição Rio Grande do Sul. Atualmente recolhendo pelo Lucro Presumido, o Instituto Golden é penalizado com uma carga tributária que abocanha cerca de 50% de seu lucro.

Além da fisioterapia, foram contempladas nesta faixa de alíquota do Simples atividades como: corretagem de seguros, locação de bens móveis, agência terceirizada de correios, agência de viagem e turismo, centro de formação de condutores, agências lotéricas, entre outras.

Desde a criação do Simples Nacional, em 2007, cerca de 9 milhões de empresas já aderiram ao sistema unificado de tributação, sendo 4,13 milhões de MEIs, e pagaram, até junho deste ano, mais de R$ 267 bilhões em contribuições para os cofres públicos.

A universalização do Supersimples é resultado de um trabalho conjunto entre o SEBRAE, a Secretaria da Micro e Pequena Empresa da Presidência da República e a Frente Parlamentar Mista da Micro e Pequena Empresa.

Fonte: Revista Tempo de Agir – SebraeRS