Mercado de trabalho amplo para a atividade de fisioterapeuta

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No Rio Grande do Sul, há cerca de 12 mil fisioterapeutas registrados no Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional do RS (Crefito5). A maioria deles atua em Porto Alegre, Santa Maria e Vale dos Sinos. É apenas com esse registro que o profissional pode exercer sua função na plenitude.

Segundo o presidente do Crefito5, Fernando Prati, que também é professor do IPA Centro Universitário Metodista, grande parte dos fisioterapeutas trabalha em consultório próprio, com possibilidade de atender em domicílio. No entanto, esses profissionais estão em hospitais, postos de saúde, centros de reabilitação, na indústria, clubes esportivos e em escritórios de advocacia como assistentes técnicos periciais. “O mercado é muito amplo para essa área com atuação com prevenção, tratamento e acompanhamento pós-cirúrgico”, diz Prati. Há trabalhos nas áreas respiratória, ortopédica e neurológica, bem como oncologia, dermatofuncional, saúde da família e do trabalhador e a reabilitação cardiovascular.

Para o profissional, as dificuldades enfrentadas na fisioterapia são basicamente as mesmas das demais áreas da saúde. Prati acredita que os governos deveriam investir mais em prevenção.

No Estado, não há um piso salarial definido. Além disso, a maioria dos profissionais trabalha de forma autônoma. Como comparativo, no estado do Rio de Janeiro, o piso é de R$ 2.231,86 para 30 horas semanais, carga horária máxima da profissão. Por outro lado, a demanda pede mais profissionais até mesmo pelo aumento da expectativa de vida da população brasileira.

Com atuação em traumato-ortopédica no Instituto de Medicia do Esporte do Hospital Mãe de Deus, Márcio Soares, de 35 anos, tinha a certeza de que queria trabalhar com saúde. a escolha profissional surgiu a partir da necessidade de tratamento de familiares. Hoje é sócio da clínica terceirizada que atende no instituto. “Sempre gostei da área de traumatologia e esporte”, conta Márcio.

Fonte: Correio do Povo