NOTA DE ESCLARECIMENTO – Paralisia Facial

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O presidente do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 5ª Região, Fernando Prati, no uso de suas atribuições asseguradas pela Lei 6.316/75, vem a público esclarecer o que segue.

A reportagem exibida no programa Fantástico, da TV Globo, no dia 15 de janeiro de 2017, intitulada “Paralisia Facial atinge 80 mil pessoas por ano”, traz consigo vícios informativos incluindo ainda pouco esclarecimento.

A doença altera a anatomia do nervo, levando a sequelas conhecidas como paralisia facial. Esta alteração se dá em virtude de que a bainha de mielina, uma estrutura importante do nervo responsável por levar o estímulo até o músculo, fica danificada dificultando assim o trabalho muscular e alterando a função dos músculos da face, dificultando a visão, a fala e a deglutição, incluindo fatores estéticos.

A importância do trabalho multidisciplinar nestes casos inclui o fisioterapeuta que, diferentemente de algumas considerações equivocadas na reportagem, é um profissional de suma importância no processo de recuperação do quadro funcional. Certamente os procedimentos fisioterapêuticos deverão ser prescritos e executados pelo fisioterapeuta que é o profissional competente para avaliar o comprometimento funcional decidindo pelo melhor tratamento. O tratamento fisioterapêutico é tão eficaz quanto outro qualquer, respeitando-se os limites ainda impostos pela ciência, os quais estes mesmos profissionais buscam romper diariamente.

São várias as pesquisas e evidências científicas feitas por fisioterapeutas com resultados satisfatórios que podem ser conhecidas acessando o  Physiotherapy Evidence Database – PEDro, com mais de cem pesquisas publicadas.

Ainda há muito a ser pesquisado já que os resultados atuais não são os desejados pelos profissionais da saúde responsáveis. Mas os fisioterapeutas pesquisadores, juntamente com outros profissionais, desenvolvem as pesquisas para cada vez mais se aproximarem do ideal. Para quem assistiu a reportagem percebeu que mesmo com o tratamento feito no exterior é visivelmente identificável a sequela que a repórter apresenta. Portanto não existe cura milagrosa.

Para maiores esclarecimentos consulte um fisioterapeuta especialista.

Fernando A M Prati
Presidente do CREFITO-5