Terapia Ocupacional, feita para todos e em qualquer momento da vida

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Descrita pela OMS como uma arte aliada à ciência, a terapia ocupacional tem como princípio que, “a vida é atividade”, e, diante disso, a intervenção prática foca as atividades humanas e o ambiente que o cerca, fazendo uso de diferentes técnicas, baseadas no cotidiano. “O pré-requisito para procurar pela terapia ocupacional é ter dificuldade para realizar alguma atividade cotidiana”, afirma Mariana Fulfaro, terapeuta ocupacional de São Paulo, SP.

Como e para quem

Dificuldades ocupacionais podem se mostrar presentes em qualquer fase da vida, por diferentes razões ou causas, entre elas cognitivas, motoras, educacionais ou sociais, e por vezes, acabam interferindo na qualidade de vida. Com isso, os profissionais identificam quais atividades a pessoa não está conseguindo realizar e o porquê disso, como por exemplo, alguém que sofre um acidente e fica paraplégico. “Em um caso desses, é o terapeuta ocupacional quem prescreve e faz adaptações da cadeira de rodas, ensina a pessoa a usá-la, trabalha o fortalecimento dos braços e as medidas preventivas para impedir o aparecimento de deformidades, fazendo exercícios e confeccionando órteses sob medida. Além disso, fazemos a organização e as adaptações do domicílio para facilitar o trânsito dessa pessoa”, afirma Mariana ao comentar que tudo é feito para que o paciente possa retomar suas atividades e voltar a viver em sociedade.

Outros tratamentos de diferentes patologias como Alzheimer, Parkinson, deficiências de aprendizagem, entre outras, também podem ter o auxílio da terapia ocupacional e, um caso que ilustra o trabalho realizado pelos terapeutas é destacado pela profissional. “Atendi uma paciente que tinha 96 anos estava internada havia três semanas no hospital devido a uma infecção e tinha demência. Ao jogar dominó com ela, meus objetivos eram estimulá-la cognitivamente – já que longos períodos de internação contribuem para o quadro de confusão mental no idoso – e tentar frear o progresso da demência. As peças do jogo também ajudavam a movimentar seus dedos, fortalecendo-os. Assim, quando voltasse para casa, sua mão estaria em perfeito funcionamento e ela poderia comer sozinha”.

Diferenças

Frequentemente relacionada à fisioterapia, onde a preocupação é com o aparelho locomotor e tem seu tratamento baseado em recursos como calor, gelo e massagem, além de exercícios, a terapia ocupacional planeja e organiza o dia a dia do paciente. “Ambos profissionais cuidam da saúde, mas de maneiras diferentes, com recursos terapêuticos distintos e podem trabalhar de forma complementar. Uma pessoa pode ser atendida por um terapeuta ocupacional e por um fisioterapeuta para cuidar de um mesmo problema, por exemplo”. Comenta a terapeuta ocupacional, Jussara Araujo Mendes, de Mutum, MG.

Fonte: Revista Polishop