Usada pelos jogadores da Seleção Brasileira, quiropraxia auxilia a prevenção e o tratamento

quiropraxia

Em tempo de Copa do Mundo, todas as atenções se voltam para as grandes estrelas, os jogadores. Seus comportamentos, hábitos e até tratamentos são monitorados dentro e fora de campo. Não à toa, uma nota divulgada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) informando a presença de uma quiropraxista na Granja Comary, local de treino e concentração da Seleção Brasileira, levantou dúvidas: qual a funcionalidade da prática? Os jogadores estariam lesionados? Elisa Dellagrave, que atendeu a equipe, logo acalmou os mais ansiosos.

— No caso deles, foi somente para bem-estar e prevenção — garantiu a profissional, convidada pelo coordenador médico da CBF, José Luiz Runco, a pedido dos próprios jogadores.

Reconhecida pela Organização Mundial de Saúde como uma especialidade da medicina complementar, a quiropraxia busca tratar pequenos desalinhamentos da coluna que podem prejudicar outras funções do corpo e, com o tempo, ocasionar problemas mais sérios, como a perda no controle da bexiga e a incapacidade de movimentar corretamente os braços e as pernas. No caso da vertente esportiva, o foco são as alterações que podem influenciar o rendimento do atleta. As técnicas de quiropraxia agem tanto para prevenir as dores — seguindo a comparação com o carro, seriam as revisões anuais que fazemos no veículo — quanto para aliviá-las.

Regulamentação da atividade divide opiniões

Muito utilizada por atletas ao redor do mundo, a quiropraxia ainda engatinha para conquistar seu espaço no país. Hoje, somente as universidades Anhembi Morumbi, em São Paulo, e a Feevale, no Rio Grande do Sul, oferecem graduação na área. E não é só no âmbito acadêmico que a prática luta por reconhecimento. Em tramitação no governo, o projeto de lei que busca a regulamentação da profissão ainda não foi aprovado (atualmente, a quiropraxia é considerada uma ocupação), e segue dividindo opiniões de especialistas em diferentes áreas.

O fisioterapeuta e presidente do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional do Rio Grande do Sul, Fernando Prati, explica que existe uma resolução no Brasil definindo a quiropraxia como uma especialidade da fisioterapia, e que alguns pontos do projeto de lei ainda devem ser debatidos para que a prática seja regulamentada como uma profissão. Já Kleber Prianti Fontolan, vice-presidente da Associação Brasileira de Quiropraxia Esportiva (SBQE), salienta que, em diversos países, a quiropraxia é uma profissão independente e regulamentada, com currículo e carga horária diferenciados.

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Fonte: Zero Hora
Edição: Assessoria de Comunicação